Em Ipumirim, Centro Palmares celebra os 20 anos do projeto “A Criança e a Natureza” comseminário que reúne educadores de toda a região
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Salvador, BA – Uma onda de alegria e inclusão marcou o retorno das atividades do Projeto Aquatismo na Piscina Olímpica da Bahia, na Avenida Bonocô. No último dia 06 de julho, a iniciativa celebrou a inscrição de 100 novos alunos, oferecendo acesso gratuito a aulas de natação adaptada. O projeto é realizado pelo Centro Palmares em conjunto com a equipe voluntária do MareTea, sob a coordenação do professor Marco Antônio.

Para o professor Marco Antônio, idealizador do projeto, a natação vai muito além do esporte: “A importância desse trabalho é social, pedagógica e terapêutica. A água estabiliza o corpo das crianças com TEA, oferecendo um refúgio de prazer, descanso e paz. Em 34 anos de dedicação, acompanho de perto como eles evoluem não apenas na coordenação motora, mas também na parte mental e na felicidade,” afirma.

A parceria com o projeto MareTea reforça esse acolhimento. Fabiana Eloi de Amorim, representante do MareTea, destaca o impacto clínico da iniciativa: “Este projeto é de extrema relevância, especialmente para quem não encontra suporte adequado em órgãos públicos. A natação adaptada é um esporte completo: trabalha o fortalecimento muscular, o equilíbrio corporal e, principalmente, a regulação emocional e a concentração,” explica Fabiana.
O evento de reinício das atividades proporcionou uma tarde de acolhimento e saúde para toda a comunidade. Enquanto os novos alunos vivenciavam as primeiras experiências de contato com a água, as mães e responsáveis contaram com uma ação de cuidado e bem-estar, tendo à disposição avaliações gratuitas de bioimpedância conduzidas pela biomédica esteta Edmeire Costa.

A escolha da natação como modalidade central do projeto não é por acaso. O esporte atua diretamente como uma poderosa terapia sensorial, auxiliando na estabilização do excesso de estímulos diários que muitas pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) enfrentam.
Especialistas e coordenadores da iniciativa destacam os múltiplos ganhos gerados pela prática regular na água:
O impacto positivo é validado por quem acompanha a evolução de perto. Relatos de familiares apontam que, em poucas semanas de aula, crianças com diferentes graus de suporte no espectro autista já demonstram avanços significativos na atenção, no foco e na interação social, servindo como base de apoio até mesmo para o progresso em outras terapias.
Além de transformar a rotina dos alunos, o Projeto Aquatismo promove um ambiente de acolhimento e suporte mútuo entre as chamadas “famílias atípicas”. A vivência compartilhada na piscina ajuda a fortalecer os laços familiares e comunitários, gerando uma rede de apoio essencial para os pais e cuidadores.

Com as novas inscrições, o projeto amplia seu alcance social na capital baiana, consolidando a Piscina Olímpica da Bahia como um polo de referência em esporte inclusivo, cidadania e qualidade de vida para os neurodivergentes.
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